30.12.2018

Ano novo, vida nova! Assim seja!

Minhas queridas amigas, meus queridos amigos:

 

Mais um ano se finda e outro se inicia. Mudança de época? Mudança de vida? Sinceramente, não creio que esteja na dependência de qualquer coisa além de nós mesmos.

 

Cada dia é uma nova esperança, cada semana uma nova possibilidade, cada mês uma nova chance, cada ano uma nova oportunidade. Sempre na dependência de nossas opções, de nossas escolhas. Não que as coisas boas sempre acontecem quando as escolhemos, mas, certamente, o que acontece em nossa vida deve ser aproveitado como algo positivo para o nosso crescimento.

Agradeçamos a Deus pelo que nos foi concedido no ano que se finda, as boas e as más coisas, as alegrias e as tristezas, por aqueles que chegaram em nossa vida e pelos que dela partiram, pelas vitórias e pelas derrotas, enfim, por tudo que ocorreu em nossa vida, pois tudo, sem exceção, sabiamente foi inserido para nosso crescimento e/ou como fruto de nossas escolhas.

 

Aprendamos com o que fizemos e o que vivemos, para que possamos, com a força divina, transformarmo-nos, continuamente, em seres melhores e, consequentemente, transformarmos o mundo que nos cerca em um lugar melhor para todos. Sejamos o exemplo vivo da melhoria desejada no mundo, mostrando a todos as mudanças almejadas por intermédio de nossas próprias mudanças. Façamos deste mundo um mundo cada dia melhor, por sermos, cada um de nós, melhores a cada dia.

 

Libertemo-nos das angústias e tristezas decorrentes de nosso passado, abraçando-o, reconhecendo a sua importância para nosso crescimento espiritual e graças a esse passado, com todos os seus detalhes, somos hoje o que somos. O lamento pelo ocorrido só serve para roubar o precioso tempo que temos para construir um hoje diferente e colhermos um amanhã mais feliz, harmônico, amoroso e pacífico.

Minhas amadas, meus amados, agradeço a todos vocês pelo carinho, pela amizade, pela condescendência que tiveram conosco ao longo do ano que se finda e espero, rezo e todo esforço farei, para ser, com cada um de vocês, mais amoroso e fraterno, retribuindo toda riqueza espiritual que todas e todos vocês vêm alimentando em meu coração.

 

Um carinhoso beijo no coração de todas e todos vocês!

 

Que todos tenhamos um 2019 repleto de amor, harmonia e muita paz!

 

Fiquem com Deus!

 

Rev. Frei João Milton - Prior da Fraternidade Monástica Anglicana 

23.12.2018

A evangelização como missão e o uso da Bíblia

Permita-me iniciar este ensaio com uma reflexão sobre um dos trechos bíblicos elencados no texto elaborado pelo Rev. Dr. Pedro Trina “Missão, evangelização e diakopnia”, tão apropriadamente utilizado para tratar da questão da relação entre evangelização e missão, responsabilidade dos cristãos desde o nascedouro da cristandade: “Que todos sejam um”.

Não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim: a fim de que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que me deste para que sejam um, como nós somos um: Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim. (Jo 17,20-23)

Os versículos acima destacados encontram-se em um trecho bíblico que compõem a “Oração de Jesus pelos que creem”, também chamada de “Prece sumo sacerdotal”, ou ainda “Oração sacerdotal de Jesus” a qual foi oferecida ao Pai por Cristo Jesus, às vésperas de sua morte terrena. É a síntese mais completa e elevada da cristologia joanina, profundamente sentida e meditada, possibilitando a fusão entre o pulsar do coração do Senhor com o vivo pulsar do coração da comunidade cristã que confessa a fé em Jesus como Cristo enviado do Pai. Traz-nos uma solene prece pela manifestação da sua glória, pelos discípulos presentes e pelos futuros fiéis, ou seja, por todos os que compreendem, em todos os tempos, a verdadeira natureza do Verbo encarnado e acolhem sua Palavra, transformando-a em ação. Nela encontra-se, também, uma destacada prece pela unidade entre os seres.

25.11.2018

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Ídolos do coração e feira da vaidade

Este livro, escrito por David Powlison, está voltado para a atenção que devemos ter para a idolatria, destacando possíveis caminhos para a sua não apropriação cotidiana.

O autor chama-nos a atenção para tudo o que pode ser considerado como idolatria, situações que vão muito além de imagens ou esculturas, tendo em vista serem considerados como ídolos tudo o que criamos, de diversas formas, como substituto de Deus, a exemplo da vaidade e da autoconfiança.

Powlison destaca os possíveis problemas comportamentais causados pela vivência da idolatria, havendo, segundo ele, uma reciprocidade verdadeira, ou seja, a idolatria como consequência de problemas comportamentais.

O autor também aponta para o fato da Bíblia, além de identificar possíveis ídolos, ensinar-nos a como eliminá-los, lembrando-nos como Cristo Jesus pode suprir as carências pessoais que geraram a criação de ídolos. Partindo dessa premissa, destaca o real sentido de restauração, por meio de Cristo, que o evangelho deve portar para nós, diferentemente da psicologização ou uma moralização de sua equivocada utilização. Não é sem razão que ele encerra seu livro ensinando o que é o evangelho.

Assim, apresentaremos o livro em sua íntegra, convidando todos vocês a viajarmos juntos nessa busca pelos falsos ídolos que construímos em nosso cotidiano e como podemos, verdadeiramente, lidar com eles, para que, pela Boa Nova de Cristo, consigamos reconhecer, de fato, o verdadeiro senhor de nossa vida.

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POWLISON, David. Ídolos do coração e feira da vaidade: vida Cristã, motivação individual e condicionamento sociológico. Brasília: Refúgio, 1996.

14.10.2018

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

O que significa ter um despertar da consciência? E o que acontece? Qual a mudança mais importante e significativa neste processo? Aqui vamos abordar este tema.

 
O despertar da consciência se dá quando começamos a valorizar mais a experiência da vida, do ser, do que o correr atrás das conquistas mundanas.

Neste momento colocamos de lado a ideia fantasiosa que seremos felizes com, digamos, o casamento, aquele emprego e uma casa. Ao invés disso, pensamos: quero viver no aqui e agora, quero ser íntegro e quero viver minha natureza plena.

A partir de seu despertar da consciência, seu desejo é ser uma fonte de luz. Você quer ser uma pessoa boa. Ninguém é perfeito, mas você pensa: quero trazer um saldo positivo para todos que me conhecem.

7.10.2018

O QUE SIGNIFICA SER CONTEMPLATIVO

NO MEIO DO MUNDO?

"Por que você está aqui na terra?”, perguntaram ao antigo filósofo grego Anaxágoras. Sua resposta: “Para contemplar”. Mas o que é a CONTEMPLAÇÃO?

Esta estranha expressão mística encontra eco nos ensinamentos dos Padres da Igreja, principalmente em São Tomás de Aquino e, em tempos mais contemporâneos, em São Josemaría Escrivá, que recomendava a todos que vivessem como “contemplativos no meio do mundo”. Na verdade, é estranho que pensemos tão pouco neste aspecto primordial da nossa existência: ser espectadores, contemplativos…

30.9.2018

Ao falar de Ananda Moyi Ma, a "Santa Impregnada de Alegria", Yogananda nos diz:

 

"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma, de toda tua mente e de todas as tuas forças", Cristo proclamou, "este é o primeiro mandamento."

Rejeitando todo apego inferior, Ananda Moyi Ma oferece fidelidade exclusiva ao Senhor. Com a lógica segura da fé, e jamais recorrendo às distinções excessivamente rebuscadas dos eruditos, a santa, semelhante a uma criancinha, resolveu o único problema da vida humana: estabelecer unidade com Deus.

O homem esqueceu esta simplicidade absoluta, agora obscurecida por milhões de controvérsias. Negando ao Criador um amor monoteísta, as nações tentam mascarar sua infidelidade com o respeito escrupuloso ao culto exterior da caridade. Estes gestos humanitários são virtuosos porque, por um momento, desviam a atenção do homem de si mesmo, mas não o eximem de sua primordial responsabilidade na vida,  "o primeiro mandamento" a que Jesus se referiu. A edificante obrigação de amar a Deus é assumida pelo homem desde o momento e que respirou pela primeira vez o ar concedido gratuitamente por seu único Benfeitor.

Paramahansa Yoganada, em "Autobiografia de um Iogue".

9.9.2018

16.9.2018

O homem, um ser espiritual (I)

Embora seja verdade que os seres humanos são racionais e inteligentes, mais verdadeiro ainda é que, acima de tudo, somos seres espirituais por natureza. Essa condição nos permite tomar consciência não apenas das nossas próprias emoções, mas também do nosso espírito, bem como das emoções dos outros, e compreender que somos parte de algo maior.

A espiritualidade nos permite:

1. Ser  consciente de que somos mais do que corpo, mente e emoções.

2. Entender que somos parte de algo maior, que temos uma missão transcendental na vida e que amando o próximo aprendemos a nos amar melhor.

3. Definir nosso plano de vida pessoal, familiar, social e profissional.

4. Praticar os valores do amor, da paz, da felicidade, da tolerância e do respeito à diversidade.

5. Direcionar nossa mente ao fundamental e  experimentar em nós mesmos uma felicidade autêntica.

6. Reduzir e acabar com os conflitos, os problemas interpessoais, a competição interna, o ódio, a violência, a pobreza, as guerras, a fome e a exclusão social.

7. Compreender e aceitar que a vida é curta e que, se nos propusermos, poderemos ter um grande impacto sobre nossas famílias, nossos filhos, a comunidade, nossas organizações e nossa cultura.

El hombre, un ser espiritual (tradução livre) (https://lahesiquia.wordpress.com/2015/06/12/

el-hombre-un-ser-espiritual/)

O homem, um ser espiritual (II)

A dimensão espiritual do homem é alcançada quando nos identificamos com o Ser Espiritual por excelência: Deus; quando entendemos nosso papel na vida; quando somos imaginativos e sensíveis à beleza e à arte; quando vamos além dos limites  do espaço e do tempo; quando há união espiritual e emocional com os outros, a natureza e o mundo; e quando estamos dispostos a lutar por um mundo melhor.

Dentro de nós mesmos, o destino de nossas vidas é moldado, um destino que deixa gravado o caminho que teremos que percorrer durante nossa jornada por esta terra.

É nesse caminho que somos obrigados a nos descobrir para descobrir o outro.

A espiritualidade que habita no mais profunda do nosso ser nos ajuda a ver a vida por meio do contato com os outros, a desenvolver nossa sensibilidade frente ao sofrimento e à dor daqueles que estão ao nosso lado, a compartilhar seu sentimentos e a respeitar seus pontos de vista. A espiritualidade facilita nossa compreensão, tanto de nós mesmos quanto do lugar que ocupamos no círculo da vida. Cada um de nós é uma parte importante de tudo que existe.

A espiritualidade facilita o desenvolvimento do potencial de amor, segurança e alegria de vida que existe em nosso ser interior. A espiritualidade facilita a busca contínua da verdadeira essência da vida que reside dentro de nós e nos permite, com sabedoria e humildade, satisfazer as necessidades que transcendem a razão, encontrar e superar as limitações do nosso ego que nos impedem de nos encontrarmos, sincera, leal e conscientemente com o outro e com o Criador. Você e eu somos seres únicos e singulares. Cada um de nós possui habilidades especiais concedidas por Deus.

A espiritualidade se assemelha à chuva que nutre a planta, assemelhando-se, também, ao sol que estimula o seu crescimento. Por meio dela, ajudamos uns aos outros a reconhecer e desenvolver o potencial que está oculto dentro de nós;  permite-nos compartilhar as tristezas e as alegrias do outro; e nos animamos quando o medo ou a desconfiança estão determinados a derrotar a esperança.

A vida é muito mais do que parece, e muito mais do que sabemos sobre ela, uma vez que, a cada dia, se apresenta uma nova descoberta, e não podemos saber o que o vento do futuro nos trará. Somente sendo seres espirituais, podemos enfrentar esse futuro incerto que a passagem pelo caminho da vida nos preparou.

A espiritualidade torna-se aquela força, esse motor, aquele fogo, que nos faz perseverar no caminho da vida para obter o triunfo desejado que esperamos encontrar no final. Com razão alguém disse: "... assim como o pintassilgo trina sua canção de louvor e a maré abraça a costa do mar, meu espírito se alegra na magia que é criada entre o Criador e eu." 

El hombre, un ser espiritual (tradução livre) (https://lahesiquia.wordpress.com/2015/06/12/

el-hombre-un-ser-espiritual/)

Oração Centrante

O ser humano, ao longo de sua história, vem buscando, ansiosamente, formas de se comunicar com o Criador, adequando-se as suas subjetividades e aos caminhos escolhidos em sua caminhada espiritual.

O monge cisterciense Basil Pennington, da Abadia de São José, em Spencer, Massachusetts, EUA, apresenta-nos uma maneira apaixonante de abordar antigas formas de oração cristã, adequando-as à realidade atual, inspirando-nos à plena entrega contemplativa, em um processo orante enriquecedor, ao mesmo tempo pacificador.

Apresenta-nos, assim, o monge Pennington, o maravilhoso livro sobre a Oração Centrante, vindo ao encontro dos anseios daqueles que buscam o direto contato com a Transcendência, de forma plena e integral, numa relação direta e profunda com o Criador.

Como o próprio autor ressalta, sua proposta “nos conduz para além do pensamento e da imagem”, ultrapassando os sentidos e a mente, indo ao encontro do Deus que habita no centro de nosso ser.

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Imitação de Cristo

Como nos adverte Tomás de Kempis em seu renomado livro "Imitação de Cristo", somos advertidos por Cristo Jesus para que imitemos sua vida e seus costumes, caso desejamos, de fato, ser "iluminados e e livres de toda cegueira de coração".

 

Na sequência do período pascoal e semanas posteriores, mantenhamos nosso foco sobre o importante e necessário empenho de meditar sobre a vida de Jesus Cristo e como poderemos imitá-lo, para que sejamos dignos de sermos chamados de cristãos. Pois a prática cristã não se limita ao reconhecimento pessoal como tal, tampouco ao cumprimento de rituais e celebrações. Ser verdadeiramente cristão requer a vivência atual do exemplo de Cristo, é trazer para hoje, em nosso contexto, a vida que Jesus testemunhou. Ser Cristão é reviver a figura do próprio Cristo Jesus em nosso tempo.

Continuemos, então, nossa reflexão e partilha sobre algumas passagens do livro acima citado. 

Ano novo. (23.2.2018)

Uma reflexão sobre a prática orante. (23.2.2018)

A amorosidade divina. (17.12.2017)

Rev. Frei João Milton - Prior

Abade Dom José da Santa Cruz

Primeira parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (15.10.2017)

Segunda parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (22.10.2017)

Terceira parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (29.10.2017)

Quarta parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (5.11.2017)

Quinta parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (12.11.2017)

Sexta parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (19.11.2017)

Sétima parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (26.11.2017)

Oitava parte da reflexão que leva o título de "Missionaridade: Propósito de Deus para o reconhecimento do homem", de autoria do Abade Dom José da Santa Cruz. (3.12.2017)

A ausência de comunhão (Koinonia), gera uma comunidade cheia de egoísmo (I). (10.12.2017)

A ausência de comunhão (Koinonia), gera uma comunidade cheia de egoísmo (II). (4.3.2018)

A ausência de comunhão (Koinonia), gera uma comunidade cheia de egoísmo (III). (4.3.2018)

Sexta parte da reflexão que leva o título de "No altar da vida",

de autoria da Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar. (1.10.2017)

Quinta parte da reflexão que leva o título de "No altar da vida",

de autoria da Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar. (24.9.2017)

Quarta parte da reflexão que leva o título de "No altar da vida",

de autoria da Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar. (17.9.2017)

Terceira parte da reflexão que leva o título de "No altar da vida",

de autoria da Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar. (10.9.2017)

Segunda parte da reflexão que leva o título de "No altar da vida",

de autoria da Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar. (3.9.2017)

Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar

Primeira parte da reflexão que leva o título de "No altar da vida",

de autoria da Irmã Maria Carmem Castanheira Avelar. (27.8.2017)

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